CHAMADA DE TRABALHOS - 3º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PESQUISA EM PRISÃO

Está aberta a chamada de trabalhos para o 3o Seminário Internacional de Pesquisa em Prisão , que ocorrerá na Universidade Federal de Pernambuco,em Recife, de 27 a 29 de setembro de 2017. O Maré convida todos e todas para a submissão de trabalhos e participação no GT 12 – Colonialidade e Prisão, que será coordenado pelo professor Evandro Piza e pela mestranda Isabella Miranda (ambos da Universidade de Brasília).

O prazo para a submissão dos resumos se encerrará no dia 07 de julho de 2017 (para mais informações: http://www.prisoes2017.sinteseeventos.com.br/inscricoes

Confira a ementa do GT 12:

GT12 - Colonialidade e prisão
Coordenadores: Evandro Charles Piza Duarte (UFSC) e Isabella Miranda da Silva (UnB)
Resumo: Discutir a operatividade do poder-saber punitivo no Brasil e na América Latina demanda contextualizar como o continente está historicamente inserido no exercício de poder-saber mundial e as peculiaridades colocadas por essa realidade. Raúl Zaffaroni (1991) situa a América Latina, por seu passado colonial e pertencimento posterior à periferia do sistema capitalista, como imensa instituição de sequestro. Nos países marginais a prisão seria uma instituição de sequestro menor dentro de outra muito maior: a colônia. Por essa razão, não somente a prisão, mas todo o sistema punitivo de regiões situadas através da relação colonial apresentariam características singulares não previstas em narrativas realizadas em contextos político, econômico e social bastante diferentes.Para além da perspectiva centro-margem, a relação colonial é constituída através do fluxo diaspórico que se opera também em relação ao poder punitivo. As colônias penais sustentam relações de poder metropolitanas e vice-versa. No mesmo passo elas se organizam como poder que é, também, uma resposta ao contra-poder das insurgências populares, dos modos de vida diaspóricos, da recriação e reorganização dos espaços urbanos, dos saberes que circulam “desgovernados” pelas margens. Talvez por isso, o saber sobre as prisões e os conceitos que permitem dizer uma realidade se organizem em estruturas reprodutoras da colonialidade.A ideia deste grupo de trabalho é, ainda, avançar no debate iniciado pela criminologia crítica sobre as teorias da recepção e a apropriação de saberes como “técnica intelectual” constitutiva do campo criminológico (Máximo Sozzo, 2014) Entendemos que algumas dimensões da apropriação criminológica permanecem inexploradas nos contextos de poder periféricos e coloniais. Assim, propomos um diálogo maior sobre a questão prisional, problematizada pela criminologia crítica, e os estudos sobre a colonialidade (decoloniais e pós-coloniais), relacionando sistema punitivo, modernidade e colonialidade.

3º Seminário Internacional de Pesquisa em Prisão - Inscrições
O processo de submissão de propostas de trabalho para os GTs será feito pela internet, pelo sistema ANDHEP, disponível em: http://prisoes2017.sinteseeventos.com.br/

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